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Pastoral da Educação Promoveu estudo da Companha da Fraternidade

Maria Della Giustina (10/03/2018)

Com o objetivo de refletir sobre o tema da Campanha da Fraternidade de 2018, “Fraternidade e superação da violência” e sua implicância no mundo da escola, a Pastoral da Educação da Diocese de Tubarão realizou o 8º ENCONTRO DIOCESANO COM PROFISSIONAIS CATÓLICOS DA EDUCAÇÃO.

O encontro foi no dia 10 de março de 2018, no Centro de Educação Infantil “Santa Tereza”, com participantes de: 04 Escolas Públicas; 07 Escolas Católicas; Secretária da Educação de Laguna; Ordem Franciscana Secular e Pastoral Familiar da Paróquia de Treze de Maio, representando 09 Paróquias, num total de 46 pessoas.

A Oração inicial foi conduzida pelo Centro de Educação Infantil Santa Tereza, proporcionando aos presentes um momento de reflexão, oração e louvor ao Deus da Vida.

Dom João Francisco Salm iniciou o encontro com uma mensagem sobre a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, ressaltando que a vida vitoriosa da Páscoa germina, desabrocha, floresce e frutifica onde há fraternidade, diálogo, justiça e paz. E é esta reflexão que a Campanha da Fraternidade nos propõe. Vocês, educadores, são convidados a se envolverem na construção de uma cultura de paz, para a superação da violência”.

O assessor, Professor Fernando Fabichaki Pereira, do Colégio Stella Maris, de Laguna, abordou com competência o tema: “Fraternidade e superação da violência”.

A realidade da violência, tão presente em nosso cotidiano, requer ações concretas. Professor Fernando apresentou aos educadores 15 propostas de ação para as escolas, com o objetivo de construir fraternidade e a cultura da paz, destacando que deverá ser um processo no decorrer de todo o ano letivo:

1. Orações pela paz e a Ladainha da Paz

2. Carro ou arma?  Provocar reflexão sobre trânsito defensivo e respeito.

3. À luz do DOCAT - refletir as realidades a partir da Doutrina Social da Igreja.

4. Um desenho para amar - Desenhos catequéticos e cristãos para refletir... suscitar atitudes amorosas que previnam a violência e amadureçam a fé cristã.

5. Conhecer para respeitar - Possibilitar superação de violência a seguidores de religiões de matriz africana, suscitando conhecimento e aproximação dialógica entre educandos.

6. No mapa - Problematizar sobre o extermínio de jovens, divulgando a Campanha contra o extermínio em conjunto com os estudos do Mapa da Violência e campanha da ONU – Vidas Negras. (www.mapadaviolencia.org.br.

7. No mundo das fadas - Explorar aspectos de situações de violência com as crianças, alertando, prevenindo, sugerindo superações, a partir de contos de fadas.

8. Um dia pela Paz - Organizar em nossas Escolas pesquisas e ações que marquem a celebração do Dia Internacional da Paz (21/09), proposto pela ONU desde 1981.

9. A violência nossa de cada compra - sociedade de consumo, individualismo, banalização da violência, possibilitando reflexão sobre em quais valores fundamentamos nossas vidas.

10. Um desenho para pensar - A partir de cartuns, evidenciar os efeitos da cultura hedonista e materialista sobre o estabelecimento de fenômenos que acabam por promover a violência (individualismos, não abertura a alteridade; criação ideológica de necessidades e felicidade, enfraquecimento dos projetos de vida, cultura do descarte).

11. Consumo de vidas - Expor situações de desrespeito aos direitos dos trabalhadores e de exploração do trabalho infantil como formas de violência contra os direitos humanos, associadas ao ímpeto de fazer valer o consumo e atender a determinados interesses da economia de mercado.

12. Custa sonhar - A partir da constatação de que a acumulação de capital gera diferenças sociais extremas, refletir sobre os sonhos e aspirações das pessoas em situação de rua.

13. A palavra com arte - Provocar reflexão a partir do diálogo entre trechos breves da Palavra de Deus e artes plásticas selecionadas para gerar paradoxos e incômodos chamando a atenção para violências despercebidas.

14. Religião da Paz - Apresentar personalidades religiosas que empenharam a vida em favor da Paz e do diálogo entre os povos e as religiões, visando inspirar-se para encontrar motivos para a superação da violência nas suas mais diferentes expressões.

15. Para que não mais aconteça - Resgatar a realidade vivida por milhares de brasileiros e suas famílias, prevenindo outras situações de exclusão e violência contra vulneráveis e invisíveis sociais diante de métodos e visões de mundo que continuam motivando a exclusão.

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