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Na escuridão, Uma Grande Luz

Dom João Francisco Salm (01/12/2017)

“Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor” (Is 9,1; Lc 2,11)

Para muita gente o Natal não passa de um tempo de festas, lojas cheias, passeios e férias. A ideia do Natal de Papai Noel, promovida pelo comércio, foi se impondo ao ponto de podermos dizer que “o Natal perdeu Jesus”. Melhor talvez fosse dizer que muitos não conseguem encontrar-se com Jesus no Natal: não o conhecem ou o conhecem muito pouco; não sabem identificar os sinais de sua presença; não sabem ir às fontes nas quais é possível saciar a sede que têm dele, que é Água Viva.

Por isso, é necessário começar de novo: explicar a todos, com insistência, que o verdadeiro sentido do Natal cristão pode ser encontrado em notícias como essa: “Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor” (Is 9,1; Lc 2,11). Natal é a Festa do Nascimento do Salvador da Humanidade, Deus-Conosco, Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus Vivo. E ainda mais: é também oportunidade única para se fazer a experiência do encontro com Ele. Esta grande graça poderá ser alcançada especialmente durante as quatro semanas do Advento, no Dia de Natal e sua Oitava (os oito dias que seguem), nas Festas Natalinas da Sagrada Família, da Santa Mãe de Deus, da Epifania e do Batismo do Senhor.

O Natal precisa ser preparado. A participação nos grupos que se reúnem nas casas para a celebração das “Novenas do Natal” desperta e alimenta o sentido religioso – cristão – do Natal; aproxima as pessoas; põe em contato com a Palavra de Deus; promove tempos fortes de oração em grupos; provoca iniciativas que levam à partilha e à solidariedade através do “Natal dos pobres”; faz muitas pessoas se reconciliarem com Deus, consigo mesmas e com pessoas ao seu redor.

O Advento é tempo oportuno para a conversão: tomar consciência dos pecados mediante uma sincera revisão de vida; reconhecer e crer no amor misericordioso de Deus; preparar-se e procurar um padre para uma Confissão realmente bem feita. Precisamente nesta experiência da Confissão individual poderá estar, para muitos, a oportunidade do verdadeiro Natal, o encontro com Jesus que salva. Quanta alegria numa família em que todos decidem fazer isso juntos!

Os pais incentivem os filhos para irem à Missa do Natal e receberem Jesus na Eucaristia. Sua motivação deve ser tal que contagie os filhos. Como seus catequistas privilegiados, quantas coisas bonitas o pai e a mãe podem lhes ensinar enquanto contemplam a cena que retrata o Nascimento de Jesus! A celebração cristã do Natal, pela família inteira, é uma lembrança que nunca se apaga na memória de qualquer pessoa que tenha tido essa graça em sua infância.

A Luz que brilha na escuridão das noites de nossa vida é uma Pessoa, é o Messias, é o Cristo, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6). Por isso, “Conhecer Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber. Tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas. Fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp n. 29).

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