Paróquia de Laguna
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A porta da Misericórdia de Deus

Pe. Nilo Buss (18/11/2015)

01. Às portas, o grande Jubileu da Misericórdia de Deus!

Com esta reflexão chegamos ao limiar do Jubileu, é iminente. À nossa frente está a porta, mas não só a porta santa, a outra: a grande porta da Misericórdia de Deus — e é uma porta bonita! — que recebe o nosso arrependimento oferecendo a graça do seu perdão. A porta é generosamente aberta, e devemos ter um pouco de coragem para cruzar o limiar...

02. A Igreja toda é também chamada a abrir as suas portas.

A porta da misericórdia de Deus está sempre aberta, e também (devem estar) as portas das nossas igrejas, das nossas comunidades, das nossas paróquias, das nossas instituições e das nossas dioceses..., a fim de que todos possamos sair para levar esta misericórdia de Deus. O Jubileu (também) significa... as pequenas portas das nossas igrejas, abertas para permitir que o Senhor entre — ou, muitas vezes, que o Senhor saia — prisioneiro das nossas estruturas, do nosso egoísmo e de tantas situações.

03. E as portas que não se abrirem?

(...) No mundo ainda há lugares onde não se fecham as portas à chave. Mas existem muitos onde as portas blindadas se tornaram normais. Não devemos render-nos à ideia de ter que aplicar este sistema à nossa vida inteira..., e muito menos à vida da Igreja. Seria terrível! Uma Igreja inóspita, assim como uma fechada em si mesma, mortifica o Evangelho e torna o mundo árido. Não às portas blindadas na Igreja, não! Tudo aberto!

04. A porta serve para preservar, não rejeitar.

A gestão simbólica das “portas” — dos umbrais, das passagens, das fronteiras — tornou-se crucial. Sem dúvida, a porta deve preservar, não rejeitar. (Para entrar) é preciso pedir autorização, porque a hospitalidade resplandece na liberdade do acolhimento e ofusca-se na prepotência da invasão... (Mas) quantas pessoas perderam a confiança, não têm a coragem de bater à porta das nossas igrejas..., (nós) os privamos da confiança: por favor, que isto nunca se verifique! A porta diz muito da casa, e também da Igreja...

05. Jesus é a verdadeira porta. Entremos por ela.

(...) Jesus é a porta que nos faz entrar e sair, porque o redil de Deus é um abrigo, não uma prisão! A casa de Deus é um abrigo, não uma prisão, e a porta chama-se Jesus! E se a porta estiver fechada digamos: “Senhor, abre a porta!”. Jesus é a porta e faz-nos entrar e sair.

06. A Igreja é como porta, mas não decide sobre quem entrar.

(...) As ovelhas não são escolhidas pelo guardião, nem pelo secretário paroquial, nem sequer pela secretária da paróquia; as ovelhas são todas convidadas, escolhidas pelo bom Pastor. O guardião — também ele — obedece à voz do Pastor. Assim, poderíamos dizer que devemos ser como aquele guardião. A Igreja é a porteira da casa do Senhor, não a dona da casa do Senhor!

07. As famílias cristãs, como pequenas portas de acolhida.

(...) As famílias cristãs façam da sua soleira de casa um pequeno grande sinal da Porta da misericórdia e da hospitalidade de Deus. É precisamente assim que a Igreja deverá ser reconhecida em todos os recantos da terra: como a sentinela de um Deus que bate à porta, como o acolhimento de um Deus que não nos fecha a porta na cara, com a desculpa de que não somos de casa.

08. Um convite final: receber e dar o perdão de Deus.

Aproximemo-nos do Jubileu com este espírito: haverá a porta santa, mas, também, a porta da grande misericórdia de Deus! Haja também a porta do nosso coração, para todos recebermos o perdão de Deus e, por nossa vez, darmos o nosso perdão, recebendo todos aqueles que batem à nossa porta.

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